quarta-feira, 24 de março de 2010
Foi um prazer ter te conhecido...
sábado, 13 de março de 2010
Sonhamos...
Quem sou eu? Sou alguém que vive a realidade que tem, mas que sonha bem, mas bem alto, e um dia, ainda não descobri como, vou chegar bem lá no alto e realizar todos os meus sonhos. Bobo é quem não sonha alto, pois nem se permitir a sonhar é como se estivesse morto. Um dia eu encontro um verdadeiro amor, que precise de eu para estar ao lado, não apenas por interesses, mas para ser um porto seguro. Um dia ainda me realizo profissionalmente. Um dia compro a minha casa, como sempre sonhei. Um dia compro o carro dos meus sonhos. Farei e terei tudo isso, pode demorar, mas vou ter, e sempre lembrando de onde eu sai.Por isso eu sonho bem alto, mas vivo com os pés bem no chão.
Porque sonhar não custa, e dos nossos sonhos faremos nossa futura realidade. Só lembrando que esses sonhos são os sonhos que temos acordados, não as confusões que passam em nosso pensamento durante o sono.
Sonhos Perdidos
Quanto tempo de sonhos perdidos...
A vida passa e a gente não vê...
Um dia veremos que tudo passou...
E nada demais aconteceu...
Pessoas partiram, nos deixaram aqui...
Foram morar em outros lugares...
Ou foram e não voltaram mais...
Ficamos aqui sozinhos,
Vendo a vida passar em vão.
Sonhando é claro...
Com um pouco de tudo,
Com mais felicidade, mais dinheiro,
Mais amigos, amores, trabalhos,
Carreiras brilhantes...
Mas tudo não passa de sonho...
Depois de tanto sonharmos,
Chegaremos à conclusão,
De que partir também seria o melhor!
[André Luís Rech!]
quinta-feira, 11 de março de 2010
Parceiro Voluntário...
Nada me deixa melhor comigo mesmo do que ajudar as outras pessoas, ajudar ao próximo, fazer bem a alguém. Se eu tenho, e outro não tem, porque não dividir? Porque não ceder um pouco do meu bastante para o nada do outro? Sou parceiro voluntário, trabalho sem ter rendimentos financeiros, vivo da alegria das pessoas, de ver o sorriso de uma criança ganhando um presente, uma bala, um doce, de um adulto ganhando comida para alimentar os de casa, a gratidão de um; “Muito obrigado!”.
Esse ajudar se torna tão prazeroso, que acaba por ser inexplicável. Um dos meus grandes sonhos, que não são poucos, convenhamos, seria de voluntariamente trabalhar ajudando pessoas que perderam tudo, como na tragédia do Haiti, um país onde 1% das pessoas é rica, e os outros 99% não são pobres, são miseráveis, e mesmo sem nada, tem que recomeçar tudo. Já se diz por aí, que melhor é ajudar do que ser ajudado. E eu concordo e sempre falo. Por exemplo, para doar sangue, não dói, é de graça e ajuda a muitas pessoas. Ser um Parceiro Voluntário e abraçar a causa de diversos projetos é muito gratificante. Ensinar às crianças, não apenas faz bem, mas também se aprende bastante. Acaba por se ver tamanha importância que tem um professor, a responsabilidade que tem um professor, e o respeito, que nós alunos também devemos ter.
Parceiro Voluntário, algo que está na minha vida desde 2002, quando começando pela escola a limpar um terreno baldio, ajuntando lixo, depois em 2003 pelo projeto Tribos nas Trilhas da Cidadania, quando participava por duas escolas. Em 2004 e 2005 fui aluno líder da Tribo Teofânia, quando aconteceu o grande marco do voluntariado em minha vida. Uma das nossas atividades era fazer e doar tocas de lã para crianças pobres da escola, então nos reuníamos em casa à noite e fazíamos tricô, acreditem, eu sei fazer, uma das diversas coisas que também aprendi a fazer como voluntário, trabalhamos várias e várias noites, até estar prontas as tal tocas, e no dia da entrega, chegamos na escola, quando entregando para as crianças, uma delas pega a toca da minha mão, me agradece dizendo “-Tio, muito obrigado, agora não vou mais passar frio para vir para a escola!” No mesmo momento em que me deu um abraço. Desde então, prometi para eu mesmo que jamais vou deixar de ser Parceiro Voluntário.
Ingressei também no Vida Urgente, no Projeto Miniempresa, doador de sangue, fotógrafo voluntário no Ronda da Cidadania, e assim por diante, um trabalho que sempre me faz bem, e que sempre vou fazer, não apenas por promessa, mas por caráter de ajudar ao próximo, e quem sabe um dia ser reconhecido junto aos tantos que trabalham ocultos, mas fazendo bem aos outros.
Lembrando também que sempre de uma maneira você está ajudando a alguém, não precisa estar ajudando uma velhinha a atravessar a rua, ou dando dinheiro a um mendigo na rua, dando comida para uma pessoa com fome, ajuntando um papel jogado no chão, ou ainda separando o lixo em casa (isso que é OBRIGAÇÃO), mas podes estar ajudando aleguem com o simples fato de existir, de estar presente na vida de algumas pessoas, alegrando corações e deixando pessoas felizes.
Parceiro
Ajudar sempre
Sem olhar a quem
E de retorno esperar, nada.
Se acaso vier, um obrigado
Parabéns, conseguiu
O melhor do Voluntário
Ajudar sempre
Todos a sua volta
O triste, o pobre
O alegre, o rico
Quem é que não precisa de uma mão amiga
Se for com comida, dinheiro
Ou mesmo uma palavra de conforto
Sabe que você ajuda mesmo sem saber
Deixa corações alegres todos os dias
E o motivo, é bem simples
Simplesmente porque você existe.
[André Luís Rech!]
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Mulher... Mulher...
Mas deixamos a história um pouco de lado e falamos das mulheres, loiras, morenas, ruivas, brancas, negras amarelas, gordinhas, magrinhas, altas baixas. Cada uma com sua forma, cada uma com sua cor, com seu estilo, com seu charme e com seu dom. Mulheres, não há como viver sem, nossa vida nos dá início dentro de um ser tão perfeito desses, a natureza é mesmo inexplicável. De duas células acabam surgindo pessoas, até parece inacreditável, mas é o que nos trouxe até aqui.
Não sou nenhum expert em mulheres, mas na minha vida, tive mulheres inesquecíveis, por me fazer bem, e por me fazer mal. Muitas vezes chorei por mulheres, nossa, isso é verdade, até pensei agora, que burro fui. Mas não me arrependo, chorei algumas vezes de alegria porque amava de verdade e era amado, e por gostar das coisas simples da vida. Simples motivos ou motivos muito complexos fizeram isso acabar. Também tive alguns casos que chorei por sofrer por alguma mulher, acreditem, perdi meu tempo durante anos sofrendo por uma pessoa que hoje tenho que agradecer por isso tudo. Obrigado, mas muito obrigado mesmo, nesse tempo todo aprendi, e aprendi muito, aprendi a dar valor aos meus sentimentos, a dar valor a mim mesmo, a dar valor à vida e aprendi a amar quem me faz bem, quem vale a pena.
Imagino que um dia alguma mulher vai fazer minha vida mudar, um dia encontro a tão sonhada e esperada mulher, mas até que ela não chegar, vou esperar e esperar, procurar, não procuro mais, já procurei e cansei, agora como falam por aí, estou cuidando do jardim, para que as borboletas venham até mim.
Mulheres que me tiram do sério, que me trazem a ter pensamentos do inconsciente, me deixam às vezes delirando, são perfeitas, de corpo, se alma, de pensamentos e atitudes, mas calma um dia eu chego perto dessas mulheres da televisão e vejo que isso tudo é mentira. Apenas ilusão aos pobres seres enigmáticos dos pensamentos vazios, de quem procura alguém.
MULHER, nada de sexo frágil como era etiquetada tempos atrás, hoje mulheres valentes mostram que homens são detalhes para elas, quantos exemplos pode-se citar de mulheres que mostraram que não é sexo frágil. É por vezes de pessoas mais fortes e valentes, que hoje trabalham como advogadas, médicas, administradoras, motoristas, até na política estão, e com um grande destaque, lembrando que tempo atrás tiveram que fazer revoluções para conseguir direito ao voto. Temos hoje até presidentas de países, espero eu não ter meu país comandado por uma mulher, nada de machismo nesta opinião, mas, mais pela situação da situação que se vive.
“...mulher de corpo moreno, sarado, gostoso, da cor do pecado, me deixa maluco, me deixa pirado...” Ai essas mulheres, o mal necessário! Portanto a todas às minhas mulheres:
Mulher...
aquele ser de diamante
não o frágil...
aquele forte e brilhante
não o fraco...
aquele que emociona
não o que chora...
aquele que ama
não o que engana...
aquele que faz feliz
não o que entristece...
aquele que contamos sempre
não o que nos abandona...
aquele que cuida e dá carinho
não o que larga pelo caminho...
aquele que me faz feliz
não o que finge...
aquele que comanda
não o que perde o vigor....
aquele ser pelo qual sou grato à tudo
não ao que me fez sofrer...
aquele que eu ADORO
não o que não me agrada mais...
aquele o qual não é hoje o dia
mas sim TODOS os dias...
uma flor àquele que nos faz feliz...
parabéns mulher pelos seus dias
não o hoje, mas sim os 365 do ano.
[André Luís Rech!]
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Arte de viajar... Férias... Folga... Até logo...
Voar alto bem pertinho do céu, dentro dele, ou rodar horas e horas pelo chão, ouvindo uma canção que me lembra de tudo na vida. Caminhar como o sol, girando em torno da Terra, ficar flutuando pelo espaço, sonhando em algo novo encontrar, em pessoas diferentes. Viver uma semana longe de casa, fazendo o tempo não passar e ficar dias sem achar que sonhos são besteira.
E que maravilha seria ver agora o sol beijando o mar, que leva à areia a alegria do frescor do calor. Imaginando ser uma semente flutuando no rancor das ondas, na loucura sensata que é o piano tocado pelas mãos insanas de um louco invisível, que ninguém vê o porquê torna tão ferros o agito das águas, e chegar para germinar uma plantinha de esperança lá na encosta daquele morro. Lá pelas tantas, mais revoltoso ainda vem ele, pousando sobre sua brisa no fim da tarde, como pousa o sol por trás das nuvens ao se pôr. E deixando tudo escuro e perdido no meio da inundação de uma lagoa que não tem fim.
Nessa hora é que o frio me toca e que sinto falta dos seus braços para me abraçar e de seus lábios para me aquecer. Acabo vendo que tudo não se passou mais uma vez de um sonho, em uma tarde de domingo, chuvoso, sem saber o que fazer, e nem ter o que fazer na verdade, aqui sentado na minha frente do computador, esperando as horas passar para deitar, dormir e continuar a sonhar, desta vez, claro pelo menos dormindo.
Venham férias, estou pronto, e já que com o fim da tarde “você” não vem, venham vocês férias, que aproveitarei sim, e bastante. Viajando eu vou, longe daqui eu estou, portanto aqui podes ficar lendo, mas novos só em março, quando mesmo? Quando o meio do mês chegar, antes folga, férias, e já como disse no Carnaval, Feliz Ano Novo, pois agora começa o ano, para vocês, eu estou em férias. “Vivo e Tim informam, esta pessoa está fora da área de cobertura ou desligada, tente mais tarde, ou mandem mensagem. Obrigado!” (rsrsrs)
Sou alegre e sou triste
Canto hoje porque amanhã não sei
Caminho pelo vento e vivo deixo a morte nesta
Nado pelo mar, morto e deixo o título de rei.
Grito pelas águas que quero voar
E pelos ventos cochicho que quero nadar
O eco responde: Vai caminhar
Se quiser nadar ou voar tem que 'peliar'
Peleia então, pois comece!
Deixo no caminho o coração
E no pensamento da querência a prece
De minha querida mãe que vive na oração
A me esperar, pois estou a voar.
Nadar,
Caminhar ou
'Peliar'.
Na 'peleia' vou como potro sem dono
No vôo livre como pássaro sem bando
No caminhar como um bicho de sono
E no nadar como chefe no comando.
[André Luís Rech!]
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Carnaval, origem... Atualidade...
Carnaval pelo Brasil, criatividade é o que não falta nas grandes cidades, nem nas pequenas, mas vamos ao exemplo das grandes, o Rio de Janeiro, milhões e milhões são gastos com fantasias e desfiles, que consomem a mídia nacional no período, bebedeiras, festas, barulho, sexo, pessoas sem se importar com a situação que vivem, podem até passar fome, mas a festa de Carnaval não perdem. Outros apaixonados pelas bandeiras das grandes escolas de samba dedicam-se o ano inteiro, e vivem disso. Salvador na Bahia, trio elétrico, festa, bagunça, shows, e toda aquela festa bacana.
Assim o Brasil se consagra, inclusive entrando no Guinnes Book em 2005, com o Carnaval de Salvador, sendo a maior festa de rua do mundo. E ainda Recife, em Pernambuco, que possuí o maior bloco de carnaval do mundo, o Galo da Madrugada.
Agora então é a nossa hora, já que é “festa de fim de ano”, vamos aproveitar, e fazer nossa festa, nossa bagunça, vamos juntar nosso bloco e cair na gandaia, mas claro com responsabilidade, se beber, não vamos dirigir, se fizermos “baguncinha”, só com camisinha, cuidado com a desidratação, vamos nos alimentar bem, beber 'também' bastante água, com o sol, cuidado com o câncer de pele, vamos usar protetor solar, na água não vamos nos afogar, e agora, 'simbóra', vamos para a festa!

Carnaval
Ouve o samba
O pandeiro, a cuíca
A festa, a fantasia
A bagunça, a folia
Olha pra rua, na avenida
O carro passando
O som tocando
A festa rolando
A paixão solta no ar
Vamos lá, é festa, é magia
É laiá, laiá
Vamos aproveitar, bagunçar
Zuar, no laiá, laiá
No le le le iê
Mas vamos nos cuidar
Proteger, sem exagerar
Ficar, mas ir de vagar
Proteja o coração
Da paixão de uma curtição
Laiá, le le le iê.
[André Luís Rech!]
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Planos, sim eu posso...
Confusão anda meu pensamento, cansado anda meu coração, triste minha paixão. Parece que nem vou conseguir viver, mas não é só o que quero, um novo amor, é também o que eu quero. Não quero viver só na solidão, digo que é bom estar solteiro, sozinho, disponível no mercado como falo, mas as vezes bate aquela vontade de ter ao meu lado uma luz que se acende, e mostra o tamanho da importância da minha vida, que anda um tanto apagada.
Lembro do passado, das oportunidades perdidas, de tudo o que vivi, e com quem vivi. Aguardo as vezes palavras exatas para poder falar de mim, mas também falo as vezes de mim sem importância. Falo como se fosse de qualquer um, sem importar o que estou falando. Isso tudo me acontece, por ter parado um pouco e lembrado de você.
Lembro também que as vezes reclamo do que não tenho, mas não vejo tudo o que tenho. Imagino se não tivesse o que comer como muitos não tem, as vezes reclamo que não tinha água para tomar banho, e quem não tem nem chuveiro, quando falta luz, reclamamos de que não dá para ver televisão, nem para trabalhar no computador, e quem nem conhece a energia elétrica. Reclamo que não gosto da roupa que tenho, e quem não tem roupa para usar. Reclamamos às vezes por ficar um dia sem celular, ou sem créditos no celular, e quem fica anos sem conseguir comunicar a família de que estão vivos. Reclamo de tudo um pouco, de todas as coisas, e coisas todas.
Mal agradecido, sim, e não, pois tenho o que tenho, mas gostaria de ter mais, ninguém nunca está contente com o que tem, sempre quer ir além, sempre quer ter mais. É bom pararmos e pensarmos onde estamos, o que temos e o que queremos ter, ou o que sonhamos em ter, nos dedicar e alcançar nossos objetivos, realizar nossos sonhos. O que me deixa menos intrigado, é que não sou o único que assim pensa, você também pensa, que eu sei, e quem diz que não pensa assim, mente.
Meus Planos
Nem sempre estive do seu lado
Mas somos bem adultos para tentarmos
Abro meus olhos e vejo tudo certo
Fecho eles e vejo mais certo ainda
Tenho que tentar, perder o medo.
Sem dinheiro eu posso até viver
Mas sem você eu não sei
Tenho que decidir-me
E parar de confundir-me
Sentir o que sinto, explodir as grades e libertar.
Esse medo que prende meu coração
E deixa tudo tão confuso
Essa confusão faz perder o sono, chorar...
Certas coisas que não fiz me tiram o sono
Ou me confortam por não ter feito
Não sei ainda a solução para meus planos
Mas sei que já a tenho dentro de mim...
E consegui, realizei um sonho.
Agora farei do dia noite
E da noite dia
Tudo ficará perfeito
Fui julgado antes
Mas julgarão depois também
Deram-me a chance de mostrar que posso
E mostrarei que EU POSSO!
[André Luís Rech!]
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Para onde iremos... Como superar... No que nos transformamos...
Outro absurdo é quando uma pessoa morre e os familiares fazem todas aquelas homenagens, mensagens de que era uma grande pessoa, que era o melhor pai, a melhor mãe, melhor isso, melhor aqui, melhor aquele outro. Mas quando em vida era o carrasco, o traste, o cara que só incomodava, que só perturbava, o chato, o burro, e blá, blá, blá.
Tive grandes baques em minha vida já com a perda de entes queridos, felizmente, se é que se pode dizer assim, não foram familiares, mas é como se fossem, um grande amigo, um irmão, o melhor dos amigos que tive, Pitchy, partiu tão cedo, que nem tempo deu de por em prática todos os planos que tínhamos, nem deu tempo de viver a vida que tinha. Henrique, grande parceiro também, tudo foi tão rápido, tão corrido que a morte o levou tão depressa, deixando interrompidos diversos sonhos. Citando apenas dois, mas posso dizer que a morte já me levou dezenas de grandes amigos, conhecidos, e que de todos, não tivemos tempo de nos despedir. Uma situação que marca muito nossa vida, a perda de alguém, a dor do luto, o martírio que é ter que deixar um amigo ser enterrado em um túmulo de tijolos gelados, que quando o sol bate esquenta, e a chuva refresca. Lembro que um tempo em que passe por depressão, depois da perda de um desses grandes amigos, nas semanas seguintes que ele havia partido, eu não conseguia comer nada, lembro que quando me sentava à mesa, olhava para a comida e pensava comigo mesmo, “porque eu tenho que comer, se ele não está aqui para comer também”, e assim deixava lá a comida e não comia nada. Lembro também que na semana seguinte ao enterro, fizeram alguns dias de chuva e de temperaturas um tanto amenas, não era frio, mas quando chovia eu chorava, desesperando pensando que, “ele estava lá embaixo da chuva, e está passando frio, eu preciso tirar ele de lá”, e assim ficava desesperado.
Eu não conseguia perceber que a minha vida estava continuando, que a vida dele havia sido interrompida, ou continuado em outro lugar, não sei, mas que a minha estava ainda presente, as estruturas, um tanto quanto abaladas, mas estavam ainda aqui. E foi assim, levando a vida desta maneira, que com a ajuda de grandes pessoas, grande amigos que conquistei nesse tempo, consegui superar, e depois de três anos entender a partida de uma pessoa para onde quer que ela vá.
Confesso, que precisei passar por esses grande baques, para me tornar a pessoa que sou hoje, muito mais sensível, compreensiva, mais forte até diria. Parece que contradiz, mas ser sensível e ser forte, andam lado a lado, tão junto que por vezes nem se consegue perceber.
O luto é a mistura da dor, com a nossa crença, da religiosidade, indiferente de ser católico, ou qualquer outra religião. Que fere nosso coração, abrindo brechas de saudade em nossos sentimentos, nos deixando um pouco desacreditados da vida, e nos faz pensar que a realidade não existe mais.
Uma coisa apenas continua martelando na minha cabeça e que me pergunto de quando em quando, para onde vão as pessoas depois que morrem? Céu? Inferno? Para onde? Não sei, eu não consigo descobrir. E ninguém até hoje conseguiu voltar para contar.
"[LUTO!] Quando um Grande AMIGO é levado pela Morte, nos Enlutecemos para o resto da Eternidade..."
[André Luís Rech!]
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Existe o fim de tudo... Não, não existe não... Ou existe sim...
Quando as coisas chegam ao fim, pode ser quando nossas narinas estejam sufocadas, de tanta poluição, ou quando nossos olhos enchem-se de lágrimas, quando as aves partem, ou quando a noite chega, quando silencia o anoitecer, quando é o fim? Existe o fim?
As coisas jamais acabam. Situações sim acabam, mas o que aconteceu e passou, nunca acaba, sempre vai ficar, para sempre vamos lembrar, nunca deixaremos no esquecimento, por mais que quisermos, nada vai sumir da história, das nossas vidas, ou dos livros. Mesmo que deixemos naquele menor cantinho do cérebro, ou nas grandes partes confusas da vida, mais dia, menos dia, vamos nos deparar com a lembrança do acontecido. Sempre vamos ter algo para lembrar e contar, podes ter certeza.
Quando nossos sonhos terminam, quando tudo silencia, isso se pode dizer que é o fim, mas o fim de um sonho, que não saiu de nosso inconsciente, ou da nossa mente, que não sai de dentro da nossa cabeça, apenas ficou conosco, a não ser que contemos para alguém, e mesmo assim, ninguém vai imaginar da mesma maneira que nós imaginamos, porque comparamos ao momento em que ouvimos uma voz de uma pessoa por telefone, sem que a conheçamos, imaginamos ela de tal maneira, seu amigo, pode imaginar ela de outra maneira, e quando nos encontrarmos, você a vê totalmente diferente do que imaginou, e seu amigo também. Podemos imaginar que o céu é doce, podemos nos sentir mergulhando numa nuvem, e que esta seja feita de algodão doce. Mas isso fica só na nossa plena mente, porque nunca conseguiremos fazer uma maluques dessas. Seria sim, um momento singular em nossa vida, ficaria para sempre na história, sim. Seria tão bom, imaginem, uma nuvem colorida, de um mundo livre que nos deixa inventar o que quiséssemos viver, numa calmaria, mergulhar, ou numa melodia confusa das ruas de uma grande cidade, cair, e acordar do sonho.
No Fim Da Tarde
Imagino agora essa tarde
Com essas nuvens na minha frente
Ou sobre minha cabeça
Nem sei, confusão.
Sei que atrás dela ainda está o sol
Que me olha, como eu o olho, será?
Ele sabe de tudo, tudo o que fiz
Do meu passado, do meu destino
Resistindo tentado te encontrar
Mergulhando nesse mundo de pensamentos
E, confesso, de lembranças
Acabo até por te ver pulando nas nuvens
E eu ao seu lado, junto a pular
Rimos nessa hora
Brincamos nesse momento
Beijamo-nos, estamos felizes
Vivemos uma paixão
Paixão essa que não existe
Que me faz riscar da memória
Antes de uma despedida
Ou mesmo até de um olá.
Mais um fim de tarde veio
E você com ele não veio
Tudo bem, talvez não fosse o momento, ainda
Mas um dia essa hora chega
E aqui, com meus pensamentos insólitos
Estarei, pensando, e sonhando
Até a hora chegar.
[André Luís Rech!]
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Nem tudo são flores, mas nem tudo são dores...
Minhas atitudes, podem não ser aprovadas por outras pessoas, mas da minha vida quem cuida sou eu, e não estou aqui cuidando da sua, apenas estou dando uma dica, e se eu quiser saber se estou certo ou errado, com o que faço, e quero a opinião de alguém, vou perguntar a quem me convém, qual flores planto em meu jardim? Pois se eu faço o que faço e posso não estar certo, tudo bem, quem deita na cama e dorme com a consciência tranqüila, sou eu. Se você faz tudo errado e não e se preocupa, problema é seu, não é meu, mas um dia o coração que está sendo iludindo e machucando, vai perceber e vai sentir sim. Quem sabe destruindo todo seu jardim, e até conseguir plantar flores novas, para que fique bonito, vai longe, os anos passam rápido, mas o tempo demora para curar uma dor que atinge profundamente o sentimento de um coração.
Pensa no que eu escrevi agora, se está com alguém, não faça esse alguém sofrer, não traia, não deixe cheio de esperanças um coração que pode estar realmente gostando do seu, e não apenas curtindo e aproveitando, para poder dizer depois, que foi mais uma, ou mais um em sua lista. Pense!
“...depois de algum tempo, aprendi as lições, e isso incluí você...” [Nei Van Soria]
Flores
Nas cordas de um violão
As notas soam com emoção
Florão como jardins na imensidão de um deserto
Surgem da areia, seca, e quente do sol.
Ou das mãos de um artista
Que harmonicamente faz a canção,
Tomar conta do coração
Que torna a emoção em lágrimas
Que cortam o rosto
Como corta á água que sobrevive no deserto
E tornam ambos em dor e solidão.
[André Luís Rech!]