terça-feira, 2 de outubro de 2012

Diferente...


Clareando as estradas da vida
Ou,
Escurecendo as falas de sombras
De bocas caladas
De negros descalços
Em areias brancas de ruas
De uma praia obscura.
E a plenitude de um setembro
Encanto de uma primavera
De um viver bem com escutas
Idas, vindas e falas.
Deixando o mundo acabar
Dentro de uma cena
De um teatro
Ou mesmo de uma cena da vida
Deitado em seu quarto escuro.
Onde olhando em seus olhos
Deixamos a vida levar
Momento a momento
Na sombra da vida
Onde, ainda, discriminam.
Negros de brancos
Dos amantes
Dos apaixonados
Dos homens
Das mulheres
Dos opcionais
Das pessoas
Dos bichos...

domingo, 16 de setembro de 2012

Sem... Simplesmente sem...


Joguei algumas coisas fora
Passando de bilhetes
Sem luz
Sem lua
Sem sol
Sem estrela
Sem nuvens
Sem você
Sem nada
Talvez seu dia fosse o mesmo
Nada
Sem se quer uma sombra
Sem uma só estrela
Um dia de idas e vindas
De um pobre vagabundo
Que pensa em si
Para encontrar a mudança
De alguém que um dia
Disse sim
E hoje diz não
Que vive em tempo de ver
Ver que às vezes
Nem o vento move
As folhas
Frases
Palavras
Redes
Idas e vindas.
Porque o nada busca o tudo
E tudo se transforma em nada
Deixando tudo com seu cheiro
E nada sem também
Sem seu cheiro
Sem seu olhar
Sem seu abraço
Sem seu beijo
Sem seu tudo
Sem...
Simplesmente sem...

Passam pela vida...


Quando um amor passa
Ele machuca a gente
E também a mente
Coroe a alma e o coração
Deixa a gente pura emoção
Faz quando se vive entre nós
A solidão que é fera
Marcando pela ferida
E deixa o mundo a sós
Em meio a luz que vem
Lá do fundo, de longe.
Bem longe, com o trem.
E embala nossa vida
Como mostram as vindas
E também as idas
De quem marca
E dos que passam
Ainda, falamos dos que viajam.
Simples pela arca
Sem deixar marca.

Nada...


Paro em todos os lados
Longe é meu olhar
Em cada canto
Ligo canto a canto da rua
Procuro seus olhos na lua
Ando de cá para lá
E lá estou para cá
Vejo, paro, respiro.
Droga, não era quem encanto.
Vivo do lado de cima
Debaixo até de ponta cabeça
E nada, nada, nada.
Mas nem uma eu acerto
Dentro de uma rua
Vejo na lua, um expiro
E do expiro, virando em nada!

Virar Pó...


Eu vejo a lua a te derrubar
Das escadas de um sonho
Imaginário em uma mesa de bar
Vivendo quem sabe algo estranho
Eu vejo as águas a te ‘bajular’
Em um lindo campo, a te entender.
Vejo o sonho de te beijar
Em uma mesa de bar
Estranho bar do sonho
Que me persegue a noite inteira
E viaja pela esquina
De um lugar sei lá, qualquer.
Descendo ladeiras
De verdades e mentiras
De sonho enganado que quer
Vivendo em um canto
De prantos, risos e versos.
De festa e vítimas
De certo e incerto
Da vida de quem quer
E da vida que quem tem
Ou ainda da cama
De quem vive em cena
Na mesa de um bar
Ou no sonho, da imaginação.
Com ou sem intenção
De viver ainda a vida, e só.
Com o sonho
Ou a intriga da vida
Que vira pó
Na noite que só!

terça-feira, 31 de julho de 2012

O Segredo...


Saiba que quando eu ficar em silêncio, estarei ali com todas as respostas para todas as perguntas, mas que ainda não saberei como explica-las. Porque um dia alguém vai acordar e sentir a falta desse silêncio, dessa pessoa que em alguns dias mostra todas as suas formas de agir. E o coração vai começar a procurar pelos olhos da Terra onde está aquele silêncio novamente.
Vais ficar procurando em todas as esquinas, de todos os lugares, para tentar encontrar, como na primeira vez, e ele fica ali, naquele seu mundo, vazio, buscando de um lado a outro alguém que vem de outro mundo, mais vago e inútil. Que vive de inutilidades e coisas fúteis, e que tenta trazer isso para dentro da sua vida.
Mas o mundo vem passando com o tempo, e tem passado com uma velocidade impercebível, deixando inadimplente com o prazer de viver e só. Vivendo em um mundo de belezas irreais e frases sentimentais. Nossa, quanto amor se vê pelo ar, ou quando desejo se enxerga pela Terra? Desejo de um ser só, por outro de todos. Viver em um mundo irreal, de paisagens montadas e rotas transferíveis, de um segundo de passagem por nada que se move.
Sei que muito do que se fala e se faz, não tem sentido, não tem sentimento, ou melhor tem sentimento e tem sentido sim, pois nada se faz sem saber e sem sentir. Nenhuma mente é tão insana que faz algo sem agir e sem pensar, tudo é pensado e feito, pode não ser planejado, mas ninguém conseguiu provar que as coisas são feitas sem pensar...
A água pode mover montanhas, então porque eu não posso mover meu pensamento e retirar da minha frente, do meu peito, do meu olhar o que me faz mal e me deixa insano. Posso retirar sim tudo o que não me atrai positivamente e não me faz sentir vontade em viver, e só.
Porque não estamos quebrados ao meio, nem nossas pernas e braços, nossa cabeça está no lugar e nosso pensamento precisando de paz e pessoas novas, talvez pessoas que mostrem que a vida vale a pena. Estamos apenas com o coração machucado, machucado por alguém que não valia a pena ter machucado, por alguém que apostamos tudo o que dava e não valia nem o investimento da aposta, porque entre os poucos grandes, o mundo está cheio de pessoas de pouco valor. Mas a vida é feita de jogos, de negociações e de pessoas frias. Então, precisamos apostas para tentar algum sucesso. Seja ele na profissão, no amor ou na sorte. Precisamos as vezes deixar de ser pessoas quentes e ser frios também, viver como sempre digo, com a razão e deixar a emoção de lado. Transformar o sangue em gelo e o coração em pedra.
Sofre-se às vezes por procurar a rotina de algumas pessoas, por tentar viver a vida de outras pessoas, pensando ser o melhor para si, mas enxergamos que o melhor para nós, é viver a nossa vida, a nossa hora e o nosso lugar. Viver e não ter a vontade de ser outra coisa, outra pessoa. Viver e só!
Nessa vida, tudo pode acontecer, eu talvez não fique famoso, não seja eleito prefeito, não viva a vida que eu sonho viver, e mude, mude de lugares, de ares de pessoas, porque eu vou me mover, não irei esperar em um canto qualquer de uma cidade qualquer pelo seu dia, pelo seu momento pelo seu lugar, não vou me acomodar, eu vou lutar pelo que é meu, pelo meu lugar, para chegar onde eu tenho vontade e sonho. Vou viver a minha vida, os meus sonhos e os meus ideias, vou defender o que a Terra me reservou de melhor e cuidar do meu destino, já que da minha vida, tem bastante gente cuidando.
E falando em vida, muita gente passa na nossa vida, muita coisa acontece e muitas outras pessoas deixam marcas em nossos momentos. Todas deixam marcas, mas muito poucas deixam marcas inesquecíveis, porque ser inesquecível para alguém não é tão simples...
E existe um segredo para ser feliz, eu descobri, descobri com a vida, posso até te contar, mas ele depende de uma pessoa apenas... DE VOCÊ!!! E quanto ao segredo, viva, aprenda com a vida, descubra, afinal ele é simples, e está dito neste texto...

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Imagens... Pensamentos... Lembranças... Vida...

Resumo de uma tarde de imagens, pensamentos e lembranças...
Da simplicidade de algumas gotas de chuva, à complexidade de um ferro unido pelo fogo...
 Da simpatia de um animal solto ao pátio, à antipatia de pedras postas e abandonadas pelo tempo...
 Da grandiosidade de um olhar sublime, ao poder de um ser sem poder...
Seriam lágrimas de um simples momento de solidão, ou de alegria em ver a vida vindo à Terra?!
 E o poder de envolver a força o ferro e a madeira, para unir a segurança de um momento antigo...
 Ou mais forte ainda, unir e deixar unido, para sempre, ou até que algo mais forte o separe...
Mostrando a simples covardia da vida, que abandona pelos lados de cá e de lá umas gotas e tira do caminho da vida a cor... Até que ela separe do verde o bonito, tornando preto e branco o sentimento da alma e do coração.
 Do coração, que muitas vezes se prende a detalhes, simples e pequenos detalhes que fazem a grande diferença na vida de algumas pessoas, sensíveis, pois de alguns insensíveis, a diferença não é útil...
 E mostra ainda que lágrimas brotarão de todos os lados, de todos os cantos e de todos os sentidos e sentimentos, sejam eles bons, ruins, ou inesquecíveis... 
 Levando até a vida aos cem anos, ou mais, e mais, e mostrando ser como o vinho, que quanto mais antigo, mais maduro e melhor...
 Dando oportunidade de em seu coração abrigar outros sentimentos e seres de super poderes, que farão mostrar para a vida o que é viver de verdade...
 Com o sentimento de viver e só... 


quinta-feira, 21 de junho de 2012

A Razão, ou a Emoção...


          Imagino por algumas vezes e lugares estar perdido longe de tudo que não se esclarece e não entra em casa. Vejo que nesses sonhos imaginários, a paz vem em nossa face, mas, o naufrágio de nossos sentimentos não encontramos. Pois se esvai em fumaça de magoas e pazes. E também ali quando se para e o nada se olha, olhando-se para tudo... Vendo que aquilo para pelo horizonte de um pecado necessário, que chega por vezes esfriar a pele e arrepiar o sentimento de um lado paranoico. Olhando e olhando e sentindo brotar de dentro de si uma lagrima que escorre rosto a baixo e quente, explode ao tocar as gélidas pedras da vida, do chão que pisamos e sobrepomos com lamentos e clemência.
          E ninguém consegue dizer o como eu gosto de você, nem imaginar o porque e o que é o gostar de você. Mas entendo e ainda digo que as folhas também secam e caem em terra, que as aqueceu e alimentou e hoje delas se alimentam.
          Talvez isso seja um processo natural da vida, ser difícil, dolorido, para depois valer a pena. E acordar de tudo isso que não passou de um pesadelo. Entrando em minha vida, como entrei na sua, e dormindo novamente para acordar e continuar sobrevivendo. Até enxergar que guarda em seu coração um canto para mim, para nos dois. Que recolhemos momentos tristes e oriundos de uma vida irreal, que existe se nas historias em quadrinhos e que ninguém ainda pos a escrever.
          Mostrando que a cidade não suporta e fala as fotografias contadas, ditas e escritas, como se fossem as mesmas... Ainda, agora não vejo mais tristeza e lagrimas. Continuo vendo um momento que me fez sorrir com seu sorriso inigualável e chorar com sua lagrima inesperada que escorreu. Vejo ainda uma hora de bondade, e satisfação de um jogo que não chega ao fim, pelo menos eu prefiro que o fim não chegue, ou que ele chegue logo, pelo menos começa a seguir estrada a fora a continuação do cotidiano da vida... Assim como tudo anda, apenas acredito que não passará, e ainda vou ver como poderei contar com um ombro amigo, e apoiar, mostrando que o que te faz chorar eu posso te aliviar. Mostrando, também a satisfação de uma estória que começou por acaso, parou, ficou inerte, viveu, adormeceu mas não ficou esquecida, e tentou reiniciar, adormeceu e no mesmo material surtou e jogou o espaço pela beleza que deixou sem resposta.
          Sem respostas para esses versos que fiz e deixei esperando sua resposta, em diante, bem distante que eu estava lendo e escrevendo, e quem sabe vivendo... Por um lugar que ninguém mais pisou e nem marcas pela ferrugem fez... Porque se esse sonho não tivesse se tornado em outro pesadelo eu preferia continuar dormindo sem nunca mais acordar... Ficando apenas na memória e lembrando cada olhar que se guarda aquilo que se sabe como vai acabar, pois o coração ardeu, e com a emoção se agiu deixando a razão de lado, já sabendo que assim no final ira tudo muito mais machucar do que se tivesse a razão tomado conta.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Onde Estaria Agora...


Eu confesso, eu juro e eu prometo. Tentei deixar meu coração dentro do peito, fechado, quieto, sádico e enclausurado. Tentei, tentei, tentei, lutei, briguei, segurei, sofri, doeu, até que passou e esqueci. Eu consegui, mas como já imaginava isso não iria ser para sempre. Afinal ninguém consegue viver ser um alguém para sempre.
Mas tentando deixar de sofrer, mudei algumas respostas, estratégias e táticas na vida, nessa infame vida amorosa. Ainda deixei ele, lá fechado, enjaulado, o mais quieto e com menos acesso a vida. E fui em trânsito, seguindo a vida, em qualquer lado e lugar que eu fosse, via e avaliava tudo, pensando e repensando.
Sabendo sempre onde queria ir e chegar, ou parecendo pelo menos saber, parecendo sentir apenas carinho e amizade. E um dia, não, em um dia não, em uma noite repentina noite o destino veio e bagunçou tudo, mas tudo mesmo, tudo aquilo que eu achava certo e errado e o que era resposta jogou como perguntas, como se fosse um jogo de tabuleiro, onde o final só vai se saber quem jogar, e se não jogar, como vamos saber se vai dar certo?
Mas, como falei, eu jurei deixei ele dentro do peito, e eu consegui. Ele ficou, tentando por entre as fissuras sair, e não conseguia. Tentou ele em forma líquida fugir e derramar entre lágrimas, mas fui mais forte e não chorei. Ainda tentou ele sair em forma de fumaça, mas a razão não deixou que ele incendiasse. Tentou também pular fora do peito, inteiro, eu até quase deixei esse momento ele sair, mas segurei e coloquei ele no lugarzinho dele.
Esse negócio de ter bagunçado perguntas e respostas, tem alguns meses, e é desde que um certo alguém pegou na minha mão, e me deu para guardar em memória uma coleção de olhares, infames e marcantes, apaixonantes olhares...
Fez com que eu colecionasse ainda uma carteira de preciosos sorrisos, uma bolsa de abraços e de quebra, como brinde alguns beijos, beijos esses que foram de todos os melhores que já tive. Talvez sem tanto sentimento, ainda, porque senti também não ser algo sem sentimento.
E me faz ficar perdendo o sono, e tendo sonhos e planos, e até desenhos durante uma aula chata. É ele acabou pulando do peito e escapando pelo ar. Agora, hoje, tenho vontade de estar só em um lugar, dentro de um abraço, e eu faria qualquer coisa para estar lá, dentro desse abraço, seguramente o melhor lugar do mundo.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O que existe nas entrelinhas?!


Nas entrelinhas de um horizonte sem fronteiras, encontrei uma dúvida. Dúvida de um dia que não encontrei nada. Dúvida que me deu a certeza, de onde eu queria estar, agora, se o tempo parasse... O que eu exatamente queria estar fazendo, sentindo. Vendo, não estaria vendo nada, pois os olhos estariam fechados, ouvindo, nada também, pois o silêncio fala por si só neste momento. Clamaria talvez por um dia ver esse momento acontecer, até inventaria alguma maneira de o relógio flertar e ali, parar, deixar o mundo passar, mas o momento esquecer parado, marcar e deixar sentir.
Sabe, o que se sente nessa hora, não tem preço. Nada muda de lugar, nada sai de onde está, mas tudo, tudo é diferente. Nenhuma luz ascende como antes, nem muito menos apaga, nenhum sorriso no canto da boca modifica aquele sentimento que trás o sorrido de boca toda.
Tudo, quem sabe, poderia mudar hoje, mais uma vez. Senti aquela vontade de mudar, de jogar tudo para o alto e deixar a vida amanhecer de pernas para o ar. Mas senti não ser ainda o momento. Um dia, isso vai chegar, e eu talvez deixe de pensar um pouco no que os outros falam, no que os outros pensam, um dia eu deixe, simplesmente deixe.
Talvez quando esse dia chegar, e, farei de vez essa frase que já citei valar a pena. Frase essa do grande Bob Marley que disse uma vez, em uma de suas viagens históricas: “Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação, porque a sua consciência é o que você é e a sua reputação, é o que os outros pensam que você é. E o que o que os outros pensam que você é, é problema deles...”
É, esse dia pode ser hoje, amanhã, depois, daqui um mês, um ano, dois, uma década, ou até quem sabe ele não chegue, digo hoje que pode ser quando tu quiseres, pois se não for algo, não será nada. Tanto que pode fazer viver infeliz e frustrado um ser de olhos um tanto abertos, mas também fechado. Sabendo que nunca ira conhecer o vento de outra direção. Porque não se sabe de que lado vem a proteção, ou de qual lado vem o mal. Mau que pode ser bom, e bem que pode ser mal.
E eu ainda penso e elaboro leves frases e pensamentos gelados em papel quente, transparente à luz de fogo. Fogo de brasa, fogo de lenha, ou mesmo de líquido inflamável. Fogo artificial, ou fogo de imaginação. Já que é o que aquece, quando um abraço não existe entre duas pessoas. Nem querendo, nem pedindo e muito menos tentando me socorrer em seus olhos sigo o dia a transitar a Serra de uma tarde fria, quente com sol, em lugar verde com o vento soprando em direção. Concedendo a graça de tua ficção e a certeza de um: Não existe nada!